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Avaliação dos impactos da bioeconomia da união europeia em outros países

Potenciais impactos ambientais no Brasil a partir da demanda de biocombustíveis da União Europeia até o ano de 2030

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resumo

Com a intenção de diminuir as emissões de carbono, a União Europeia (UE) pretende fortalecer a bioeconomia, acarretando em um aumento no consumo de biomassa. No entanto, esse objetivo deve estar alinhado às metas globais de desenvolvimento sustentável e às Diretivas relacionadas às energias renováveis, que estabelecem critérios ambientais para produção de biocombustíveis. Por isso, é necessário que a UE estude os possíveis impactos do aumento do consumo de biomassa em sua cadeia de suprimentos. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi avaliar as mudanças no uso da terra e as emissões de GEE associadas no Brasil, relacionadas ao aumento da demanda de etanol na UE até 2030.

metodologia

A análise foi feita a partir de uma estrutura de avaliação em diferentes níveis. Primeiramente utilizou-se um modelo de comércio econômico global, MAGNET, que simulou os requisitos de importação de etanol da UE e, mais especificamente, a demanda por etanol vindo do Brasil. Em seguida, essa informação foi utilizada para se compor a demanda total por cana de açúcar a ser plantada no Brasil e também foram levantadas as demandas dos demais produtos agrícolas para o país. Esses dados constituíram-se como entradas para o segundo modelo utilizado no trabalho, o OTIMIZAGRO, uma plataforma que simula o uso e mudança de uso do solo no Brasil. Além de avaliar a alocação espacial do desmatamento, regeneração, expansão de cultivos e pastagens, o modelo também calcula as emissões de GEE ligadas à essas atividades.

resultados

As projeções para 2030 apontam para a baixa significância na expansão da cana-de-açúcar na região amazônica e na conversão a partir de outras culturas alimentícias. A expansão se concentra na região sudeste e acontece principalmente por meio da transição de pastagens, aumentando a utilização de cal e fertilizantes, que representam a maior fonte de emissão de GEE. Contudo, estes níveis de emissão ainda são bem inferiores se comparados à perda de carbono do desmatamento a fim de abrir novas áreas para expansão agrícola.

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